Mantendo mais de 31 anos de tradição, a Polícia Militar de Tupã, em parceria com a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura, realiza nesta sexta-feira (08), a solenidade cívico militar em homenagem aos 84 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, comemorado no dia 9 de julho.
Como aconteceu no ano passado, a cerimônia está sendo antecipada para a véspera do feriado estadual, a partir das 19 horas, na Praça 9 de Julho, localizada na rua Anita Costa, na Vila Vargas.De acordo com nota da Polícia Militar de Tupã, a Revolução Constitucionalista de 1932 é um dos acontecimentos mais importantes da história de São Paulo e do Brasil.
Na ocasião, será prestado tributo de gratidão á memória dos heróis, seguida de homenagem e entrega de Medalhas de Láurea de Mérito Pessoal aos POLICIAIS MILITARES que mais se destacaram em suas atividades profissionais. O evento será aberto ao publico em geral.
A Revolução de 32
A Revolução Constitucionalista foi um movimento armado ocorrido em 1932, onde o Estado de São Paulo buscava a derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas. Entre os motivos estavam a Revolução que levou, a 3 de novembro, Getúlio Vargas à tomada do poder, inicia-se o Governo Provisório. A partir daí, Vargas extingue uma série de estruturas, incluindo o Congresso Nacional e as Assembléias estaduais, e depõe os governadores dos estados.
Havia também insatisfação em relação à demora da elaboração de nova Constituição, que era maior em São Paulo e que, somada à obstrução do poder dos cafeicultores no poder central e à oposição do estado de São Paulo. Ocorre, então, uma greve mobilizando cerca de 200 mil trabalhadores do estado, resultante em conflitos armados, que levam à morte de quatro estudantes: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. Com as iniciais dos nomes destes surge a sigla MMDC, um importante símbolo da revolução.
Reivindicando o fim do Governo Provisório, a nomeação de um novo presidente da república, a autonomia estadual e, principalmente, uma reconstitucionalização do país, estoura, a 9 de julho de 1932, a Revolução Constitucionalista. As tropas civis, com cerca de 35 mil componentes enfrentaram cerca de cem mil soldados do governo.
Apesar da superioridade bélica das tropas do governo, a revolução só é sufocada a 1º de outubro de 1932, após quase três meses de batalhas. Os revoltos Miguel Costa, Borges de Medeiros e Artur Bernardes são presos e muitos outros, exilados na Europa. O número de mortos, de acordo com estatísticas oficiais, foi de 830 pessoas, porém, estima-se que outras centenas de pessoas que morreram na revolta não constem nos dados oficiais.
Tupã Noticias / com informação da Seção de Comunicação Social da 2ª Cia PM – Tupã/SP
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