Por Ivanir Ferreira - Editorias: Ciências da Saúde
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| O efeito ocorre apenas para os que têm uma ingestão moderada da bebida – Foto: Marcos Santos/USP Imagens |
As doenças cardiovasculares são consideradas a principal causa de morte entre a população mundial. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que se não forem bem trabalhadas as políticas públicas de saúde e de prevenção, a estatística de mortalidade que hoje é de 17,3 milhões de pessoas passará para mais de 23,6 milhões em 2030.
As causas são multifatoriais e incluem as não modificáveis, como a hereditariedade e a idade, por exemplo, e as relacionadas ao comportamento do indivíduo, que podem ser alteradas, como o tabagismo, o sedentarismo e o consumo de alimentos com alto teor de sal, gordura e açúcares que estão associados ao aumento da obesidade. Já a ingestão de café, frutas e verduras, ricos em polifenóis, entram na contramão dos vilões do coração.
As razões que levaram a autora da pesquisa, Andreia Miranda, doutoranda da FSP, a escolher o café como objeto de sua pesquisa foram o fato de o café ter grande presença no dia a dia das pessoas. “Embora tenha teor semelhante de polifenóis ao das frutas e verduras, a bebida acaba tendo maior contribuição nutricional porque o consumo diário dele é mais frequente. Cerca de 70% dos polifenóis ingeridos dos alimentos pelos paulistanos têm como fonte o café.”
Como foi feita a pesquisa
Com dados obtidos do Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital 2008/09), estudo ligado à prefeitura da capital, o consumo diário de café e a ingestão de seus polifenóis foram avaliados em homens e mulheres com idade acima de 20 anos..
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O consumo de café foi dividido em três grupos: quem bebia menos de uma xícara de café por dia; os que tomavam de uma a três; e os que ingeriam três ou mais xícaras diariamente. Os indivíduos que consumiram de uma a três xícaras de café por dia reduziram em 55% a chance de ter pressão alta sistólica e em 56% pressão alta diastólica quando comparados aos indivíduos que consumiram menos de uma xícara. O mesmo se verificou com a homocisteína: houve uma redução em 68% de chance de ter níveis aumentados de homocisteína no sangue. O mesmo resultado não foi observado naqueles indivíduos que consumiram mais de três xícaras de café por dia.
Dessa forma, ficou demonstrado que o efeito protetor do café para o coração ocorreu apenas para aqueles que tiveram um consumo moderado, afirmou a pesquisadora. E independentemente da forma como é consumido (com leite, chá, ser expresso ou coado), as concentrações de polifenóis na bebida são mantidas.
Polifenóis
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| “Cerca de 70% dos polifenóis ingeridos nos alimentos pelos paulistanos têm como fonte o café”, relata a pesquisadora Andreia Miranda – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens |
Mais informações: e-mail andreia.am.miranda@gmail.com, com Andreia Miranda.



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