Assessoria de Imprensa da Prefeitura
de Adamantina
Colaborou: Priscila Caldeira/UniFAI
A Secretaria
de Saúde em parceria com o curso de medicina da UniFAI e Liga de Dermatologia e
Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e Atenção Básica promoverão
diversas ações com o objetivo de mobilizar e de reforçar a conscientização dos
pacientes, da comunidade e dos profissionais de saúde sobre a hanseníase.
Hoje (13) e
no próximo dia 20 serão realizadas oficinas com os agentes comunitários e
enfermeiros das estratégias de saúde da família do município, por meio dos
profissionais da residência multiprofissional em saúde coletiva e atenção
básica da UniFAI.
No dia 21,
será realizado um treinamento com os médicos e demais profissionais envolvidos
dos municípios da Comissão Intergestores Regional que contempla as cidades de
Adamantina, Osvaldo Cruz, Sagres, Salmourão, Inúbia Paulista, Lucélia,
Pracinha, Mariápolis, Flórida Paulista e Pacaembu.
Já no dia 24
de novembro das 7h às 17 horas no Centro de Saúde I Dr. Clóvis Marinho – serão
realizadas as avaliações de casos suspeitos de hanseníase encaminhados pelos
municípios.
Essa
avaliação será feita pelos Dermatologistas que são professores do curso de
medicina da UniFAI, Liga de Dermatologia, Residência Multiprofissional em Saúde
Coletiva e Atenção Básica do Centro Universitário e profissionais da secretária
de Saúde de adamantina.
“Salientamos
que será realizada Busca Ativa de casos suspeitos de Hanseníase através dos
Agentes Comunitários de Saúde os quais serão encaminhados as ESFs para triagem
e posterior encaminhamento para avaliação do especialista no dia 24”, explica
Gustavo Taniguchi, secretário de Saúde.
Segundo o
Prof. Dr. Joel Carlos Lastoria, professor da disciplina de Dermatologia do
curso de medicina da UniFAI, a transmissão acontece devido contato íntimo e
prolongado. Em geral, entre familiares que moram juntos em pequenas habitações.
Os bacilos são eliminados pelas vias aéreas e invadem o organismo
principalmente pela mesma via.
“Não há
propriamente cuidados a serem tomados. O que tem que ocorrer é se realizar o
diagnóstico dos indivíduos acometidos e tratá-los. Uma vez iniciado o
tratamento, o indivíduo deixa de transmitir a doença. Seguindo o diagnóstico,
os familiares devem ser examinados e vacinados com a vacina BCG. Deve-se tentar
ao máximo descobrir outros indivíduos doentes que possam transmitir o bacilo”,
afirma.
Tais ações,
segundo o secretário, objetivam a melhora da compreensão sobre a doença e
programa bem com a participação ativa nos serviços de saúde “Queremos informar
a população sobre os sinais e sintomas iniciais e principais da hanseníase
possibilitando a identificação de casos novos da doença”, pontua.
Ainda segundo
Taniguchi, o objetivo é buscar a reflexão da comunidade desfazendo mitos e
concepções errôneas, diminuindo atitudes que reforçam o estigma e a
discriminação.
“Quanto mais
precocemente um caso é identificado, maior a chance de não haver dano neural,
e, portanto, não haver incapacidade, além de ser menor o risco de haver
transmissão”, diz.
Para o Prof.
Dr. Joel Carlos Lastoria, a relação UniFAI e Prefeitura torna-se muito
importante uma vez que o centro universitário está providenciando profissionais
da saúde que trabalharão em conjunto com os profissionais da Secretaria da
Saúde municipal e esta, diretamente com a Secretaria da Saúde estadual,
fornecendo os dados do município.
“Assim, há uma
ligação entre os profissionais, acarretando em benefícios da população, bem
como há um atendimento de extensão do centro universitário para com a
população, além da possibilidade de ensino aos graduandos de medicina e outras
áreas da saúde”, finaliza.
Assessoria de Imprensa

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