Probabilidade de compatibilidade é de 1 para 100 mil
OSVALDO CRUZ - O osvaldo-cruzense Wagner Campanari foi chamado após dez
anos para ser doador de medula óssea. Ele é cadastrado no REDOME
(Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).
"Quando recebi a ligação fiquei muito emocionado e a cada dia que
passa, cada processo concluído percebo a gratificação da recompensa de
salvar uma vida", emocionou-se.
O cadastramento no REDOME normalmente é realizado nos hemocentros ou
em campanhas de doação de sangue. O método é simples e, se você tiver a
sorte, pode, assim como o Wagner, mudar a vida de alguém para sempre.
"Recebi o primeiro contato, foi feito um questionário comigo via
telefone e nesse questionário eles perguntam se realmente existe
interesse na doação", relata. De acordo com ele, a triagem por meio do
questionário é feita para assegurar a doação até o fim, "[...] se por
ventura eu desisto no meio do processo, os médicos já deixam bem claro
que o paciente vem a óbito, pois eles estão matando as células do
paciente para poder receber as minhas", afirmou o doador.
Como é a preparação?
Wagner esclarece que são realizados exames minuciosos e, estando tudo
certo, o voluntário torna-se apto a dar continuidade ao procedimento.
Ele explica que existem duas maneiras de doar medula óssea, a punção
lombar - que é uma microcirurgia, e a transfusão de sangue, que é o
procedimento que ele realizará.
O processo de doação através da transfusão, segundo ele, é realizado
por etapas. "Fiz uma retirada de 300 ml de células-tronco no último dia
31 de outubro, e já está marcada outra retirada nos dias 29 e 30 de
novembro". Wagner ainda conta que a partir do dia 23 deste mês, ele
passará por um tratamento com uma medicação específica para estimular as
células-tronco.
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