Idosa se feriu quando filho dela atropelou cavaleiro em estrada que liga Birigui a Clementina
CLEMENTINA - Conceição Aparecida Braga Inácio, 72 anos, moradora em
Clementina, morreu na manhã de domingo (9) na Santa Casa de Araçatuba,
onde estava internada desde o último dia 18. Ela estava no carro
conduzido pelo filho, um ajudante de motorista de 50 anos, que
naquele dia atropelou um cavaleiro em uma estrada municipal de Birigui.
Com ferimentos no rosto, a mulher foi internada e o filho dela preso em
flagrante na ocasião por embriaguez ao volante. A morte da idosa foi
constatada às 8h40 de domingo e o boletim de ocorrência informando a
polícia foi registrado por outro filho dela, um aposentado de 47 anos,
residente em Birigui.
Segundo a polícia, o atropelamento aconteceu pouco depois das 20h30
daquele sábado, na estrada vicinal Antônio Mestriner, em Birigui. O
filho da vítima conduzia um VW Gol com placas de Birigui, sentido a
Clementina.
Ele contou que ao passar pelo quilômetro 9 da estrada, atropelou um dos
cavaleiros que seguia pela via em um grupo, de acordo com ele, pelo
meio da estrada. Com o impacto, o animal acabou morrendo e o jovem que o
montava, um auxiliar mecânico de 18 anos, também ficou ferido.
Quando os policiais chegaram para atender a ocorrência, tanto ele como Conceição já tinham sido socorridos por equipe de resgate do Corpo
de Bombeiros e levados para a Santa Casa de Birigui.
Na ocasião, foi informado à polícia que a mulher tinha escoriações pelo
corpo e lesões na face e, por isso, permaneceria em observação no
hospital. Entretanto, quando a ocorrência era registrada na delegacia, a
polícia foi comunicada que a paciente teve que ser transferida para a
Santa Casa de Araçatuba. Não há informações sobre o estado de saúde do
jovem cavaleiro atropelado.
EMBRIAGUEZ
Ao chegarem ao local para atendimento à ocorrência, os policiais
militares perceberam que o condutor do carro apresentava sinais de
embriaguez. A cerca de 20 metros de onde aconteceu o atropelamento foi
encontrada e apreendida uma garrafa de dois litros contendo cachaça.
O ajudante de motorista concordou em fazer o teste do bafômetro, que
apontou 0,56 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, quando o
limite para a prisão em flagrante é de 0,33 miligramas.
Ele foi levado ao plantão policial, onde o delegado plantonista optou
por não conceder a ele o direito de aguardar julgamento em liberdade
mediante pagamento de fiança, levando em consideração que além do crime
de embriaguez, ele também responderia por lesão corporal.
Se a Justiça considerar que a morte da mãe dele foi consequência do
atropelamento, o acusado também poderá responder por homicídio culposo
na condução de veículo automotor. Não foi informado se após audiência de
custódia o ajudante de motorista obteve a liberdade condicional.
O corpo da idosa passou por exame necroscópico antes de ser liberado para velório e enterro.
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