São José Operário
(1 de Maio)

A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes,
por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na
presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais
gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores,
viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e
modelo: São José, o operário de Nazaré.
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este
compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo,
indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu
lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada
pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que
gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos
reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire
na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é
quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na
santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados:
"Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o
Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a
herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).
São José Operário, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova
São Peregrino Laziosi
(1 de Maio)

Peregrino pertencia à família dos nobres Laziosi. Nasceu na cidade de
Forli, no norte da Itália, no ano 1265. Cresceu em meio a uma população
conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Tornou um jovem
idealista, de caráter intempestivo, recebendo o apelido de "furacão".
Certa ocasião, ocorreu um incidente grave num dos tumultos populares
freqüentes, porque a população se dividia entre os que apoiavam as
ordens do papa e os que preferiam seguir as do imperador germânico. Foi
quando a cidade recebeu um interdito do papa Martino IV, como castigo
pelas desordens e atitudes rebeldes. Houve séria reação entre as partes.
Para acalmar os ânimos, o papa pediu ao superior geral dos servitas,
futuro santo Filipe Benicío, que estava no mosteiro da cidade, para agir
em seu nome e apaziguar os fiéis.
Era uma tarefa delicada.
Filipe, então, usando o púlpito da igreja, fez um discurso fervoroso
solicitando a todos que obedecessem ao sumo pontífice. Foi quando um
grupo liderado por Peregrino, então com dezoito anos, o ameaçou de
agressão. O jovem foi mais longe, chegando a dar-lhe um tapa no rosto.
Filipe aceitou a ofensa. Depois, Peregrino, mobilizando a população com
gritos, fez com que fosse expulso da cidade.
Filipe saiu
humilhado, mas rezando firmemente pela conversão dos agitadores e
principalmente pelo jovem agressor. Deus ouviu sua prece. Peregrino,
caindo em si, sentiu arrependimento, vergonha e remorso. Ficou tão
angustiado que, dias depois, foi procurar Filipe, para, prostrando-se a
seus pés, pedir perdão.
Naquele instante, Peregrino estava
convertido realmente. Mais tarde, aos trinta anos, ingressou na Ordem
dos Servos de Maria, os servitas, como irmão penitente. A tradição diz
que foi o próprio Filipe que entregou o hábito a Peregrino. Mas o certo
foi que ele enviou o arrependido agressor para fazer o noviciado em
Sena. Só depois voltou para Forli, onde, no mosteiro, exerceu o
apostolado do bem semeando a paz.
Peregrino distinguiu-se pela
obediência ao regulamento, pela penitência e mortificação. Durante
trinta anos, cumpriu uma penitência imposta a si mesmo: ficava sempre em
pé, nunca se sentava. Quando atingiu os sessenta anos de idade, devido a
isso, tinha uma ferida cancerosa na perna direita, causada por varizes.
Era tão grave seu estado de saúde, que o médico receitou a amputação da
perna, para salvar sua vida. Porém, na véspera da operação, Peregrino
acordou, subitamente, no meio da noite e sentiu que devia ir rezar na
capela diante de Jesus Crucificado. Assim fez: com muito esforço para
caminhar, ajoelhou-se e rezou com fervor pedindo que Cristo lhe
concedesse a graça da cura. Foi envolvido por um êxtase contemplativo
tão profundo que viu Jesus descer da cruz e tocar sua ferida. Uma vez
refeito da visão, voltou para o leito e adormeceu. Na manhã seguinte, o
médico constatou que havia ocorrido um milagre. Peregrino estava sem
nenhuma ferida, Jesus o havia curado.
O milagre só fez aumentar a
veneração que os habitantes da cidade já lhe dedicavam. Peregrino
morreu no primeiro dia de maio de 1345, vítima de uma febre. Durante
seus funerais, dois milagres ocorreram e foram atribuídos à sua
intercessão. Seu culto se estendeu pelo mundo todo rapidamente, pois os
fiéis recorrem a ele como padroeiro dos doentes cancerosos.
Em
1726, foi canonizado pelo papa Bento XIII, sendo o dia de sua morte o
indicado para celebrar a sua memória, quando também se comemora são
José, Operário. Por isso sua festa pode ocorrer nos primeiros dias do
mês de Maria. A relíquia do manto de são Peregrino Laziosi é conservada à
veneração dos fiéis brasileiros na igreja de Nossa Senhora das Dores,
no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
Fonte: Comece o dia feliz - Paulinas
São Sigismundo da Borgonha
(1 de Maio)
Filho de Gunebald, Vândalo Rei de Burgundy. Estudante espiritual do
Bispo Santo Avitus de Viena. Ele construiu o Monastério de São Maurice
em Agaune, Valais, França em 515.
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Fonte: https://www.facebook.com/santododia/posts/1506449052752813:0