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sábado, 20 de maio de 2017

ENTENDER O ESTRESSE, COMO?

A palavra estresse significa a condição causada pela percepção de estímulos que geram agitação emocional, ao embaraçarem a homeostasia (bom equilíbrio das funções do corpo), disparam uma ação de ajustamento caracterizada, entre outras alterações, pelo avanço da secreção de adrenalina, causando várias manifestações sistêmicas, com distúrbios fisiológico e psicológico.
A resposta ao estresse é consequência do intercâmbio entre as particularidades da pessoa e as demandas do meio, ou seja, as desconexões entre o meio externo e interno e a percepção do sujeito quanto a sua competência de replicar a ação desencadeadora do estresse.
 Esta resposta ao estressor envolve aspectos cognitivos, comportamentais e fisiológicos, apontando uma perfeita percepção da circunstância e de suas demandas, como também, um processamento mais veloz da informação disponível, permitindo uma procura de soluções, elegendo procedimentos adequados e ajustando o organismo para agir de jeito célere e pujante.
A superposição destes quatro níveis (cognitivo, fisiológico, emocional e comportamental) é eficiente até certo limite, o qual uma vez ultrapassado poderá desencadear um efeito desorganizador.
            O estresse nem sempre é algo ruim, todavia quando ele é constante pode prejudicar o indivíduo. Ele é uma resposta que o corpo emite diante de circunstâncias, que precisará utilizar a energia na sua máxima potencialidade, para atacar ou fugir. Como dizia Paracelso - Médico e físico do século XVI - a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Então pequenas doses de estresse até nos ajuda a ter um melhor desemprenho em nossas vidas.
            Alguns sinais de uma vida cheia de estresse são; irritabilidade, tensão, abatimento, dores no corpo e problemas gástricos. Se o nível estressor estiver muito aumentado poderá levar a pessoa a ter problemas de maior complexidade no seu organismo: ansiedade, depressão, insônia, doenças cardiovasculares, obesidade e abuso de substâncias.
Então, o que fazer? Escrevo abaixo algumas provocações que segundo a ciência que põe em prática, tenderá a ter uma vida talvez menos estressante.
Uma das coisas que podemos estabelecer para diminuir o estresse elevado é conquistar um maior nível de autonomia, e com isso aceitar mais as responsabilidades, sem um nível exagerado de cobrança. Quando a pessoa consegue ser mais autônoma, ela conseguirá lidar melhor com os dilemas que a vida impõe no dia a dia.
Construir através do autoconhecimento um maior repertório de habilidades sociais, fazendo com que tenhamos um maior leque de possibilidades para a tomada de decisão. Diante de um problema poderemos experimentar várias possíveis soluções.
Outra atitude para ter um dia menos estressante, passa pelo cuidar bem do sono. Estar com o corpo e a mente descansada é uma boa estratégia para lidar com as pressões habituais de maneira mais eficiente, então é de grande inteligência respeitar os limites do corpo com relação ao repouso e descanso. Não usar o tempo de estar na cama como um “escritório portátil”, e ficar pensando no que vai fazer no outro dia, se preciso for, é melhor se levantar e escrever num papel o que se deve fazer no outro dia e voltar a deitar para dormir.
Também cuidar melhor da saúde, fazer consultas médicas preventivas e ter uma alimentação, o mais saudável possível. Dentro desta ótica, a atividade física é muito importante, pois nosso corpo é uma máquina complexa que precisa sempre estar em uso para não “enferrujar as engrenagens”. Além de que, quando estamos em atividades físicas, processos físicos, químicos e biológicos fazem a liberação de substâncias benéficas ao bem-estar corporal, como, por exemplo, a endorfina (hormônio que eleva autoestima).
            Buscar ter momentos de maior prazer, logicamente não abandonar os deveres, mas aproveitar as situações deleite com algo que é de grande importância para a manutenção da boa saúde, que segundo a Organização Mundial de Saúde não é somente a ausência de doença e sim uma condição saudável dos aspectos biológicos, emocionais, sociais e espirituais.
            Lidar com o estresse é uma competência que o habitante da Terra no século XXI terá que de alguma forma aprender, as mais diversas maneiras para lidar com este elemento tão presente na vida de toda a sociedade pós-moderna.
AGUINALDO CARVALHO
aguinaldocarvalho01@gmail.com

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