A
palavra estresse significa a condição causada pela percepção de
estímulos que geram agitação emocional, ao embaraçarem a homeostasia
(bom equilíbrio das funções do corpo), disparam uma ação de ajustamento
caracterizada, entre outras alterações, pelo avanço da secreção de
adrenalina, causando várias manifestações sistêmicas, com distúrbios
fisiológico e psicológico.
A
resposta ao estresse é consequência do intercâmbio entre as
particularidades da pessoa e as demandas do meio, ou seja, as
desconexões entre o meio externo e interno e a percepção do sujeito
quanto a sua competência de replicar a ação desencadeadora do estresse.
Esta
resposta ao estressor envolve aspectos cognitivos, comportamentais e
fisiológicos, apontando uma perfeita percepção da circunstância e de
suas demandas, como também, um processamento mais veloz da informação
disponível, permitindo uma procura de soluções, elegendo procedimentos
adequados e ajustando o organismo para agir de jeito célere e pujante.
A
superposição destes quatro níveis (cognitivo, fisiológico, emocional e
comportamental) é eficiente até certo limite, o qual uma vez
ultrapassado poderá desencadear um efeito desorganizador.
O estresse nem sempre é algo ruim, todavia quando ele é constante pode
prejudicar o indivíduo. Ele é uma resposta que o corpo emite diante de
circunstâncias, que precisará utilizar a energia na sua máxima
potencialidade, para atacar ou fugir. Como dizia Paracelso - Médico e
físico do século XVI - a diferença
entre o remédio e o veneno é a dose. Então pequenas doses de estresse
até nos ajuda a ter um melhor desemprenho em nossas vidas.
Alguns sinais de uma vida cheia de estresse são; irritabilidade,
tensão, abatimento, dores no corpo e problemas gástricos. Se o nível
estressor estiver muito aumentado poderá levar a pessoa a ter problemas
de maior complexidade no seu organismo: ansiedade, depressão, insônia,
doenças cardiovasculares, obesidade e abuso de substâncias.
Então,
o que fazer? Escrevo abaixo algumas provocações que segundo a ciência
que põe em prática, tenderá a ter uma vida talvez menos estressante.
Uma
das coisas que podemos estabelecer para diminuir o estresse elevado é
conquistar um maior nível de autonomia, e com isso aceitar mais as
responsabilidades, sem um nível exagerado de cobrança. Quando a pessoa
consegue ser mais autônoma, ela conseguirá lidar melhor com os dilemas
que a vida impõe no dia a dia.
Construir
através do autoconhecimento um maior repertório de habilidades sociais,
fazendo com que tenhamos um maior leque de possibilidades para a tomada
de decisão. Diante de um problema poderemos experimentar várias
possíveis soluções.
Outra
atitude para ter um dia menos estressante, passa pelo cuidar bem do
sono. Estar com o corpo e a mente descansada é uma boa estratégia para
lidar com as pressões habituais de maneira mais eficiente, então é de
grande inteligência respeitar os limites do corpo com relação ao repouso
e descanso. Não usar o tempo de estar na cama como um “escritório
portátil”, e ficar pensando no que vai fazer no outro dia, se preciso
for, é melhor se levantar e escrever num papel o que se deve fazer no
outro dia e voltar a deitar para dormir.
Também
cuidar melhor da saúde, fazer consultas médicas preventivas e ter uma
alimentação, o mais saudável possível. Dentro desta ótica, a atividade
física é muito importante, pois nosso corpo é uma máquina complexa que
precisa sempre estar em uso para não “enferrujar as engrenagens”. Além
de que, quando estamos em atividades físicas, processos físicos,
químicos e biológicos fazem a liberação de substâncias benéficas ao
bem-estar corporal, como, por exemplo, a endorfina (hormônio que eleva autoestima).
Buscar ter momentos de maior prazer, logicamente não abandonar os
deveres, mas aproveitar as situações deleite com algo que é de grande
importância para a manutenção da boa saúde, que segundo a Organização
Mundial de Saúde não é somente a ausência de doença e sim uma condição
saudável dos aspectos biológicos, emocionais, sociais e espirituais.
Lidar com o estresse é uma competência que o habitante da Terra no
século XXI terá que de alguma forma aprender, as mais diversas maneiras
para lidar com este elemento tão presente na vida de toda a sociedade
pós-moderna.
AGUINALDO CARVALHO
aguinaldocarvalho01@gmail.com

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