Rebatizada de “Esperança”, animal não resistiu. Caso foi em Pracinha.
A noite do último domingo (3) foi marcante para a ativista pela causa
animal Mônica Sgarbi, fundadora e presidente do projeto "Protetores
Lucélia". Ela foi acionada para o resgate a uma égua na cidade vizinha
de Pracinha, distante 18 km, espancada por um cavalo, e deixada no local
para morrer.
Todos os passos, na mobilização de parceiros, voluntários e o resgate ao
animal foram mostrados por ela, em suas redes sociais. As postagens
tinham o intuito de atualizar o público sobre o socorro, além de
sensibilizar para a obtenção de ajuda.
Durante o resgate, a
égua foi rebatizada e recebeu o nome de “Esperança”. Mesmo com todo o
suporte, socorro, medicamentos e a atuação de médico veterinário, o
animal não resistiu. A égua morreu na manhã desta terça-feira (5).
O AQUI LUCÉLIA
ouviu a ativista, que deu detalhes de toda a mobilização em torno do
primeiro animal de grande porte resgatado pelos “Protetores de Lucélia”.
Segundo Mônica, na noite de domingo a égua ficou jogada no meio do
pasto, em Pracinha, após ter apanhado de um "cavalo inteiro", que é
agressivo e vive solto pela localidade. Depois arrastaram o animal para o
final de uma rua, onde uma pessoa viu e entrou em contato com os protetores da cidade vizinha. “Vendo o estado dela, não pude negar ajuda”, disse.
De acordo com a ativista, de início foram aplicados antitóxicos e
antibióticos, na égua, e como estava desidratada, foram aplicados 20
litros de soro. Depois desse atendimento inicial, o veterinário voltou
novamente na madrugada para realizar novo atendimento. “O estado estava
crítico”, lembra.
Além do suporte, Mônica também mediou uma condição futura melhor, para a
égua. A ativista entrou em acordo com o proprietário, que doou o animal
para os Protetores de Lucélia. Depois do socorro inicial, a égua passou
toda a segunda-feira sob observação e cuidados, porém seu quadro de
saúde se agravou, em decorrência de hemorragia interna, e morreu na
manhã de terça-feira. “Nossa luta não foi em vão. Esperança descansou e
foi cuidada cada segundo. Garantimos conforto pra ela e que não sentisse
dor”, diz. “São Francisco nos abençoou com uma corrente imensa de
solidariedade em prol da Esperança. Continuamos firmes. Os animais
precisam de nós, Nossa luta é por eles”, completa.
Agradecimentos
Ao final, Mônica
fez questão de agradecer todos que se mobilizaram em torno do socorro à
Esperança. “Agradeço ao Ricardo do Palácio do Sorvete de Lucélia, ao meu
noivo Cleber dos Anjos, ao Fernando Bianchi da PM de Inúbia, as
companheiras protetoras Daniela Dambro's, Marinara Landim Barros, Célia
Florentino, Ludmilla Cracco e Andréia Martinez. Agradeço aos moradores
de Pracinha que não saíram um minuto sequer do lado dela e fizeram de
tudo para nos ajudar. Agradeço também ao pessoal da Prefeitura de
Pracinha, o prefeito que foi super solidário e colocou os funcionários à
nossa disposição. E agradeço ao veterinário Marinho por todo suporte e
carinho”, finaliza.
Fonte: https://www.aquilucelia.com/noticias/cidades/ativista-lidera-mobilizacao-para-resgatar-egua-espancada-por-cavalo-ferida-animal-nao-resiste/