O jornal Folha de S.Paulo
voltou a ser proibido de entrevistar o ex-presidente Lula. O presidente
do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, suspendeu, nesta
segunda-feira (1º/10), a decisão do ministro Ricardo Lewandowski que
suspendia a proibição e garantia a entrevista.
![]() |
| Sobre entrevista de Lula à Folha, decisão que vale é a de proibir, decide Toffoli |
Toffoli afirma, na decisão, ter sido consultado pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, sobre qual decisão a Polícia Federal deveria cumprir. Ele respondeu que a de Fux e destacou, com negrito e sublinhado, o trecho "até posterior deliberação do Plenário". Ele ainda não disse publicamente se pretende levar o caso à deliberação do colegiado, embora avalie que envolver os demais ministros na discussão possa expor ainda mais o tribunal.
A decisão cassa a decisão de Lewandowski, que cassava a proibição de Fux. O vice-presidente do STF havia proibido a Folha de entrevistar o ex-presidente sob o argumento de que ele está inelegível e poderia influenciar o debate eleitoral com suas declarações. Lewandowski, relator, havia autorizado a entrevista na sexta-feira (28/9) e teve sua decisão cassada por Fux.
Nesta segunda, Lewandowski chamou a decisão de Fux de "questionável" e disse que ela "não possui forma ou figura jurídica admissível no direito vigente, cumprindo-se salientar que o seu conteúdo é absolutamente inapto a produzir qualquer efeito no ordenamento legal".
“O pronunciamento do referido ministro [Fux], na suposta qualidade de “presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal”, incorreu em vícios gravíssimos”, disse Lewandowski.
Clique aqui para ler a decisão.
Gabriela Coelho é repórter da revista Consultor Jurídico
Fonte: www.conjur.com.br/

Nenhum comentário:
Postar um comentário