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Demissão de médicas gera polêmica no município.
Redação - Kako de Oliveira, Salmourão - SP
| Luana Pravatto, Secretária de Saúde e Marcos Paio, vice prefeito de Salmourão. (Foto: Rádio Metrópole / Kako de Oliveira) |
Na última semana, mais uma polêmica dividiu opiniões pelas ruas de Salmourão,
por conta da rescisão de contrato de duas médicas que atendiam os pacientes do
município.
Segundo informações da prefeitura, havia irregularidades na forma de
contrato de trabalho das profissionais, uma delas, aliás, com aproximadamente
12 anos de serviços prestados junto ao setor de saúde do município, sem
concurso ou processo seletivo.
Segundo o prefeito Ailson José de Almeida, a fiscalização do TCE
solicitou o registro de ponto dos médicos a serviço do setor de saúde, o que
não foi apresentado, não há, segundo Ailson, esse registro no setor de saúde do
município, sendo que em uma das visitas do TCE, uma das profissionais não se
encontrava na unidade, conforme horários estabelecidos no quadro médico.
Além disso, as médicas afastadas estão registradas na folha de pagamento
do município, com direito a férias ou licenças, porém, não foram contratadas
através de concurso público ou processo seletivo, como manda a Lei, o que
existe é um contrato emergencial e portaria, mas que há doze anos permanece sem
a devida regularização, o que sinalizou para a necessidade da exoneração dessas
profissionais.
Segundo a Secretária Municipal de Saúde de Salmourão, Luana Pravatto, a
dificuldade não é algo novo, já vem de alguns anos, em 2016, por exemplo,
segundo a secretária de saúde, a média de Cobertura Populacional na Atenção
Básica de Saúde do município de Salmourão, ficou entre as piores da DRS de
Marilia, sendo o último entre os 62 municípios da Regional de Saúde, isso
apesar de que o município possuía 8 médicos trabalhando em várias áreas da
saúde.
Ainda segundo Luana Pravatto, a nova Unidade Básica de Saúde, hoje
fechada, chegou a ser inaugurada, porém, sem nenhum dos requisitos essenciais
exigidos para entrar em funcionamento e por isso teve que ser fechada
novamente, mediante orientações técnicas e inclusive declaração do responsável
pela obra, permanecendo até hoje fechada, porém, hoje encontra-se 100%
concluída, em fase de cadastramento junto aos Sistemas de Informações de Saúde.
Ainda segundo o prefeito de Salmourão, Ailson José de Almeida, várias
questões relacionadas à saúde continuam sem resposta, como, por exemplo, uma
obra de ampliação no Centro de Saúde, cujo contrato não previa contrapartida da
prefeitura e que até hoje não pôde ser terminada, porque foi feito um
aditamento de R$ 70.000,00 para a obra, na forma de contrapartida e isso
paralisou a construção.
Segundo ainda o vice prefeito, Marcos Paio, o município deverá organizar
um processo licitatório, um processo seletivo ou até mesmo um concurso, através
do qual, até mesmo as médicas, hora afastadas, poderão retornar ao trabalho,
uma vez aprovadas, até porque não há nada que desabone o trabalho e o
profissionalismo delas, o que houve foi a necessidade de correção de algumas
irregularidades relacionadas ao contrato de trabalho.
Isso deverá acontecer no início do próximo ano e até fevereiro, quando
deverão ser instaladas duas novas ESFs no município, o que, além de ampliar o
atendimento médico para a população, ainda deve fazer com que aumente os
valores repassados para o setor de saúde do município a partir do próximo ano.
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